Olá pessoas do Mato!
Esta foi nossa segunda e as discussões estão se acalorando, inclusive com o aumento de observadores!
Desta vez tivemos a presença de Teresinha Prada, Habel Dy Anjos e Aloísio Sarate numa conversa franca sobre os processos de construção musical local e globalmente. Por isso tivemos que retomar as discussões da primeira semana sobre hibridismo e interculturalismo na medida em que a circulação de pessoas levou à circulação de suas culturas e modos de vida.
A mudança de tecnologias e territórios, o escravismo na modernidade e o comércio tanto de bens simbólicos quanto materiais ofereceram a base de discussões sobre as particularidades da música nas Américas, principalmente pela presença marcante da africanidade nas músicas praticadas do “lado de baixo do Equador”. Em suma, um aspecto musical local se fazendo a partir de um contexto global de expansão colonialista e escravista, porém, vê-se que, na atualidade esta mesma (mesma?) globalização tem sido pautada pela ruptura do local em favor daquilo que as “majors” (grandes gravadoras) querem que seja ouvido.
É possível a resistência? Como fazer esses enfrentamentos se é preciso também o exercício musical com sustentabilidade e profissionalmente? Esses e outros temas instigaram a reflexão dos participantes e, como é da natureza desse observatório, seguimos com mais assunto para os próximos encontros.
Observem e participem!
Até lá.
